Tuesday, February 21, 2006

Gravaria na tua pele verbas inconfesáveis,
Olharia-te durante 5 minutos e botaria a correr.
Afogaria em águas doces, que acariciam o meu corpo nú,
espertando à nena que se faz a durmida para nom ver-te
marchar.
Volveria desejar que o fume nom esvaecera sonhos passados
por água.
Perdería-me numha praia onde o sol me faria sua.
Aninharia nas tuas costas e passaria o inverno baixo o manto
de quentes beijos.
Abraçarei siluetas de cartom lembrando falsas doutrinas onde a
minha deusa quixo disfrazar-se de pátria.
Espertarei com soplos de aire quente na noite onde as forças
não ocupem o meu espaço.
Beijarei infinitos lábios mentres persegues o meu perfume
entre sábanas húmidas...

Volverei olhar-te quando as mil e uma noites
nom deixem paso às mil bágoas inúteis,
(e) quiçá já nom bote a correr..

Rebeca Peiteado

1 comments:

Xurxo said...

se es tan fermosa como a poesia que escribiches,se o teu corazon é tan doce como ese amorodo que inunda o siso ata volver ao mais feroz o mais manso, enton... eu pobre mortal suspirante por unha palida dama, laiome e laiareime eternamente por non coñecer a unha deusa.

noraboa por tan delirantes versos!